sábado, 29 de novembro de 2014

Operação Lava Jato


OPERAÇÃO LAVA JATO

A Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal em março deste ano, revelou um esquema de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado ilegalmente cerca de R$ 10 bilhões. Ao todo, 20 pessoas foram presas, a partir das provas das investigações levantadas pelos policiais.
O volume de denúncias apontadas pela PF atesta a existência de crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro há vários anos. Por serem investigações extensas, com vários desdobramentos, o Ministério Público Federal (MPF) decidiu dividir as denúncias que apresentou à Justiça Federal. O objetivo da procuradoria é agilizar o andamento dos processos contra os acusados.
Os acusados de lavar mais de US$ 400 milhões em operações fraudulentas de câmbio, com o uso de empresas de fachada foram: Alberto Youssef (Apontado como chefe da quadrilha ), Carlos Alberto Pereira da Costa, Esdra de Arantes Ferreira, Leandro Meirelles, Leonardo Meirelles, Pedro Argese Júnior e Raphael Flores Rodrigues.

ENTENDA A OPERAÇÃO:



PROPINA ABASTECIA PARTIDOS POLÍTICOS: PT, PMDB e PP.

Segundo o Ex-Diretor, PT, PMDB e PP faziam indicações para cinco cadeiras da diretoria da Petrobras: Serviços, Exploração e Produção, Gás e Energia, Refino e Abastecimento e Internacional. Os diretores apadrinhados pelos partidos, observou Costa, eram os responsáveis por negociar o percentual das propinas nos contratos assinados pela estatal com os dirigentes das construtoras .Em contrapartida, disse, as empresas asseguravam participação em contratos bilionários com a Petrobras, como a construção da Refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Diante da suspeita de superfaturamento na obra, o Ministério Público Federal passou a investigar o empreendimento.
                                      
                                                                                                                                                                                         Fonte: G1.com.br

RÉU: ERTON MEDEIROS FONSECA


O diretor da Galvão Engenharia Erton Medeiros Fonseca é um dos 25 presos desta mais recente fase da Operação Lava Jato. Em depoimento aos policiais federais, ele afirmou que Shinko Nakandakari atuava como operado na Diretoria de Serviços da Petrobras, à época comandada por Renato Duque, que também está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.
   Fonseca enviou à Polícia Federal comprovantes de pagamentos de R$ 8.863.000 referentes a suposta propina repassada pela construtora a Nakandakari. O dinheiro, conforme o diretor da Galvão Engenharia, era para evitar que a empreiteira fosse prejudicada em contratos que mantinha com a estatal do petróleo.
   O documento mostra que a Galvão Engenharia efetuou 20 transferências para a LFSN Consultoria, nas contas de Luis Fernando Sendai Nakandakari e Juliana Sendai Nakandakari, sócios da empresa. Os repasses foram feitos entre 8 de janeiro de 2010 e 25 de junho de 2014.
   Os advogados de Nakandakari negam que o empresário tenha recebido propina e solicitaram uma oitiva com as autoridades policiais. Ao solicitar acesso aos autos, os advogados argumentaram que era necessário ter ciência de todos os fatos para prestar às autoridades os esclarecimentos necessários.

  


 COMPROVANTE DE PAGAMENTO DA PROPRINA DA GALVÃO ENGENHARIA

Um comentário:

  1. Lembrando que foi Francisco Dornelles que indicou o Paulo Roberto Costa para a diretoria da Petrobras, esse primeiro é primo de Aécio Neves...

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